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Um blog sobre as pesquisas em neurociência, abarcando o cérebro e a mente humana,seu funcionamento e suas disfunções, fazendo sempre uma articulação com as implicações sociais e culturais, mostrando o impacto trazem para vida prática os avanços em neurociências, psiquiatria e ciências cognitivas.
Daniel M Barros
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by Daniel M Barros in Psiquiatria e Sociedade
A prefeitura de São Paulo está disposta a retirar os usuários de crack das ruas, mesmo que seja à força, alegando, para tanto, que a dependência química é uma doença psiquiátrica, podendo justificar a internação involuntária desses indivíduos.
Embora sempre sujeitas a questionamentos por serem uma forma extra-judicial de restringir a liberdade de alguém, as internações involuntárias são uma das opções terapêuticas disponíveis em Psiquiatria
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Barros, Daniel Martins de, & Serafim, Antonio de Pádua. (2009) Parâmetros legais para a internação involuntária no Brasil. Revista de Psiquiatria Clínica, 36(4), 168-170. info:/
by Daniel M Barros in Psiquiatria e Sociedade
A prefeitura de São Paulo está disposta a retirar os usuários de crack das ruas, mesmo que seja à força, alegando, para tanto, que a dependência química é uma doença psiquiátrica, podendo justificar a internação involuntária desses indivíduos.
Embora sempre sujeitas a questionamentos por serem uma forma extra-judicial de restringir a liberdade de alguém, as internações involuntárias são uma das opções terapêuticas disponíveis em Psiquiatria
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Barros, Daniel Martins de, & Serafim, Antonio de Pádua. (2009) Parâmetros legais para a internação involuntária no Brasil. Revista de Psiquiatria Clínica, 36(4), 168-170. info:/
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A prefeitura de São Paulo está disposta a retirar os usuários de crack das ruas, mesmo que seja à força, alegando, para tanto, que a dependência química é uma doença psiquiátrica, podendo justificar a internação involuntária desses indivíduos.
Embora sempre sujeitas a questionamentos por serem uma forma extra-judicial de restringir a liberdade de alguém, as internações involuntárias são uma das opções terapêuticas disponíveis em Psiquiatria
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Barros, Daniel Martins de, & Serafim, Antonio de Pádua. (2009) Parâmetros legais para a internação involuntária no Brasil. Revista de Psiquiatria Clínica, 36(4), 168-170. info:/
by Daniel M Barros in Psiquiatria e Sociedade
Você, que fica adiando o começo da academia, saiba que é um profeta muito míope.
Essa é a conclusão de um estudo sobre a prática de atividade física realizada na University of British Columbia, no Canadá: as pessoas sempre acham que vão gostar menos de fazer exercícios do que acabam gostando no fim das contas. Isso parece acontecer porque nós ficamos pensando no esforço para quebrar a inércia, e – de modo míope – achamos que a atividade inteira será ruim. Essa baixa expectativa de prazer, dizem os cientistas, faz com que muita gente nem sequer comece a se mexer.... Read more »
Ruby, M., Dunn, E., Perrino, A., Gillis, R., & Viel, S. (2011) The invisible benefits of exercise. Health Psychology, 30(1), 67-74. DOI: 10.1037/a0021859
by Daniel M Barros in Psiquiatria e Sociedade
Por esses dias tenho visto no facebook uma mensagem exaltando a infância do “tempo em que eu era criança”, quando não existiam videogames, PCs e “a gente brincava na rua”. Depois falam que eu sou do contra, mas não dá para concordar com essa história.
A mania de achar que antigamente era melhor tem até nome, “rosy retrospection”, ou, numa tradução livre, lembrança cor-de-rosa: é a tendência que temos de avaliar as experiências passadas de forma exageradamente positiva. Até onde sei o termo foi cunhado num estudo seminal de 1997... Read more »
Mitchell TR, Thompson L, Peterson E, & Cronk R. (1997) Temporal Adjustments in the Evaluation of Events: The "Rosy View". Journal of experimental social psychology, 33(4), 421-48. PMID: 9247371
by Daniel M Barros in Psiquiatria e Sociedade
Cansado de ver legisladores fazendo leis sem pé nem cabeça? Leis inúteis como a que obriga auto-escolas a darem aula noturna ou impõe placas mandando checar se o elevador está no andar? Eu também, e é por isso que venho a público com a proposta “Legislação baseada em evidências“: uma regra segundo a qual projetos de lei precisariam ter base em alguma evidência sólida, oriunda quer da literatura das ciências humanas, biológicas ou exatas, quer da experiência documentada de outros países ou regiões.... Read more »
AVEZUM, �., CAVALCANTI, A., FARSKY, P., & KNOBEL, M. (2001) Transferindo as evidências da pesquisa clínica para a prática cardiológica. Revista da Associação Médica Brasileira, 47(2), 165-168. DOI: 10.1590/S0104-42302001000200036
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Você já esteve num incêndio? Eu já – há poucos dias. Acredite: a experiência é aterradora. Para mim, mais do que o medo da morte, a sensação de perda de controle foi o mais angustiante.
Sábado à tarde estava com minha esposa vendo um filme quando senti um cheiro de queimado. Não parecia vir de casa, então fui olhar pela janela do apartamento. Assustei-me com a quantidade de fumaça vinda do primeiro andar e resolvi checar.... Read more »
Leotti, L., Iyengar, S., & Ochsner, K. (2010) Born to choose: the origins and value of the need for control. Trends in Cognitive Sciences, 14(10), 457-463. DOI: 10.1016/j.tics.2010.08.001
by Daniel M Barros in Psiquiatria e Sociedade
Caros comediantes brasileiros,
Analisar o humor é como dissecar um sapo, poucas pessoas se interessam e no final o sapo morre, disse o escritor E.B.White. Tudo bem, mas sem querer ensinar o padre a rezar a missa, acho que a ciência poderia ajudar vocês a evitarem alguns problemas judiciais sem perder – muito – a graça.... Read more »
McGraw AP, & Warren C. (2010) Benign violations: making immoral behavior funny. Psychological science, 21(8), 1141-9. PMID: 20587696
by Daniel M Barros in Psiquiatria e Sociedade
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
(…)
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.... Read more »
Schwartz B, Ward A, Monterosso J, Lyubomirsky S, White K, & Lehman DR. (2002) Maximizing versus satisficing: happiness is a matter of choice. Journal of personality and social psychology, 83(5), 1178-97. PMID: 12416921
by Daniel M Barros in Psiquiatria e Sociedade
Estou assistindo – e recomendo fortemente – o documentário de doze horas de duração sobre a história do jazz feito pelo historiador e documentarista Ken Burns (que está sendo relançado nas bancas pela editora Duetto). Conduzido por preciosas imagens de arquivo entremeadas com entrevistas recentes, ouvimos numa destas o trompetista Wynton Marsalis resumir com precisão que “O real poder e inovação do jazz é que um grupo de pessoas pode se reunir e criar arte – arte improvisada – negociando uns com os outros suas pautas. E a negociação é a arte”. É daí que surge uma analogia muito boa entre o jazz e a medicina. ... Read more »
Sayani, F. (2010) Jazz and the art of conversation. Canadian Medical Association Journal, 182(1), 66-67. DOI: 10.1503/cmaj.092028
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Desafio: duvido você conseguir prestar atenção nesse texto até o fim. Sem abrir outras janelas na internet. Sem falar no Messenger. Sem mandar torpedos. Só ler o texto e pensar nele. Aposto que você não conseguirá, mesmo sendo um texto bem curtinho. E agora? Será que você sofre de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)?
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Marco Arruda, Maria Valeriana Moura-Ribeiro, José Hércules Golfeto, Marcelo E. Bigal, & Guilherme Polanczyk. (2011) Are psychostimulants overprescribed in Brazilian school-aged children? A nationwide study. 3 rd International Congress of ADHD. info:/
by Daniel M Barros in Psiquiatria e Sociedade
Afinal de contas, será que podemos explicar a sedução das obras de M. C. Escher? Após a hipótese existencial que arrisquei no último post, volto-me agora para uma explicação mais mundana, baseada nos estudos de Daniel E. Berlyne.
Berlyne foi um professor de psicologia interessado sobretudo em estética e suas relações com a psicobiologia, ou seja, com os aspectos orgânicos, biológicos, da experiência do belo. Estudando as respostas fisiológicas, como aumento de hormônios ou frequência cardíaca diante de estímulos visuais, percebeu que a complexidade, a ambiguidade e a novidade geravam um estado de alerta que influenciava diretamente nessas respostas, bem como no prazer que os estímulos geravam... Read more »
Berlyne, D. (1970) Novelty, complexity, and hedonic value. Perception , 8(5), 279-286. DOI: 10.3758/BF03212593
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Está em cartaz em São Paulo uma imperdível mostra sobre M.C. Escher, no Centro Cultural Banco do Brasil. Mesmo que você não saiba, conhece o trabalho de M. C. Escher. Suas obras-primas mais conhecidas já são parte do repertório cultural global, sendo improvável que em algum momento você não tenha visto Waterfall ou Ascending and Descending, num cartão postal, num outdoor ou num poster numa parede qualquer.... Read more »
PENROSE, L., & PENROSE, R. (1958) IMPOSSIBLE OBJECTS: A SPECIAL TYPE OF VISUAL ILLUSION. British Journal of Psychology, 49(1), 31-33. DOI: 10.1111/j.2044-8295.1958.tb00634.x
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Mudando completamente de assunto para tratar exatamente da mesma coisa, acho importante discutir alguns aspecto da relação entre violência e transtornos mentais sem medo de falar a verdade e sem preconceitos para qualquer um dos lados. Em primeiro lugar, pacientes com transtornos mentais graves estão muito mais sujeitos a serem vítimas de violência do que [...]... Read more »
Teplin LA, McClelland GM, Abram KM, & Weiner DA. (2005) Crime victimization in adults with severe mental illness: comparison with the National Crime Victimization Survey. Archives of general psychiatry, 62(8), 911-21. PMID: 16061769
Van Dorn R, Volavka J, & Johnson N. (2011) Mental disorder and violence: is there a relationship beyond substance use?. Social psychiatry and psychiatric epidemiology. PMID: 21359532
by Daniel M Barros in Psiquiatria e Sociedade
Após muitas entrevistas, acho que é hora de tentar reunir minhas ideias e impressões sobre o assassinato em massa ocorrido na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro. Televisão, jornal e rádio acabam sempre editando o material ou pautando muito a entrevista e, portanto, se quiser conhecer de fato uma análise [...]... Read more »
Bowers, T., Holmes, E., & Rhom, A. (2009) The Nature of Mass Murder and Autogenic Massacre. Journal of Police and Criminal Psychology, 25(2), 59-66. DOI: 10.1007/s11896-009-9059-6
Schlesinger, L. (1996) The Catathymic crisis, 1912-present: A review and clinical study. Aggression and Violent Behavior, 1(4), 307-316. DOI: 10.1016/S1359-1789(96)00003-1
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Tenho percebido algo muito interessante nas aulas e palestras que ministro: como as doenças podem ser grosseiramente definidas como variações prejudiciais de funções normais do organismo (por exemplo, hipertensão é uma variação para mais da pressão arterial; diarreia é uma aceleração do trânsito intestinal normal e assim por diante), muitas pessoas começam a achar que [...]... Read more »
Frost RO. (2010) Treatment of hoarding. Expert review of neurotherapeutics, 10(2), 251-61. PMID: 20136381
by Daniel M Barros in Psiquiatria e Sociedade
Eu adoro coincidências. Existe um livro, cujo nome não me recordo, em que o autor se dedica a estudar esses fenômenos tão interessantes – mesmo que sejam ao acaso, eles exercem fascínio sobre nós, que queremos encontrar uma razão para elas. Afinal, como disse Poincarè, o acaso é só a medida da nossa ignorânica. Mas [...]... Read more »
Daniel George-Denn,, Jessica Schubert,, Emily Johnson,, Meredith Coles,, & Laura Hayward,. (2011) Obesity, Overweight, and Symptom Severity in a Clinical Group of Hoarders. America (ADAA) 31st Annual Conference. info:/
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Eu sempre fui do time dos favoráveis à energia nuclear. Sem memória do acidente na usina de Three Mile Island e considerando já distantes as recordações do acidente de Chernobyl, me parecia que, se bem planejada e com medidas de segurança suficientes, essa seria uma boa alternativa energética para o planeta. Agora, como todo mundo, [...]... Read more »
Kahneman, D., & Tversky, A. (1984) Choices, values, and frames. American Psychologist, 39(4), 341-350. DOI: 10.1037/0003-066X.39.4.341
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Acho que nunca vamos deixar de nos espantar com a genialidade do Machado de Assis. Uma coisa é ter o dom narrativo, escrever “bem”. Outra coisa é ter uma capacidade de observação humana tão profunda a ponto de ser capaz de descrever doenças psiquiátricas ainda não descobertas. O competente editor de ciência da Folha de [...]... Read more »
Barros, DM., & Filho, G. (2011) First fictional report of folie a deux - extra. The British Journal of Psychiatry, 198(1), 30-30. DOI: 10.1192/bjp.198.1.30
by Daniel M Barros in Psiquiatria e Sociedade
Já deixei claro por aqui que o tanto de coisas das quais eu não tenho a menor noção é enorme. Posso dizer como Millôr Fernandes: “Há os que não sabem antropologia e os que ignoram trigonometria. Mas só de mim ninguém pode falar nada: minha ignorância não é especializada”. Enologia é um desses campos que [...]... Read more »
Morrot, G. (2001) The Color of Odors. Brain and Language, 79(2), 309-320. DOI: 10.1006/brln.2001.2493
Plassmann, H., O'Doherty, J., Shiv, B., & Rangel, A. (2008) Marketing actions can modulate neural representations of experienced pleasantness. Proceedings of the National Academy of Sciences, 105(3), 1050-1054. DOI: 10.1073/pnas.0706929105
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